Close Menu

    Inscreva-se

    Receba atualizações sobre as últimas postagens.

    Você pode gostar:

    CAPÍTULO XVII – Predições do Evangelho [parte 2]

    maio 18, 2026

    CAPÍTULO XVII – Predições do Evangelho [parte 1]

    maio 18, 2026

    CAPÍTULO XVI – Teoria da presciência

    maio 15, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Sou EspiritoSou Espirito
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Login
    • Início
    • Livros
      • O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
      • A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO
    • Estudos
    • Reflexões
    • Vídeos
    Sou EspiritoSou Espirito
    Início»Livros»CAPÍTULO XVII – Predições do Evangelho [parte 1]
    AnteriorCAPÍTULO XVI – Teoria da presciência
    PróximoCAPÍTULO XVII – Predições do Evangelho [parte 2]

    CAPÍTULO XVII – Predições do Evangelho [parte 1]

    • – NINGUÉM É PROFETA EM SUA TERRA
    • – MORTE E PAIXÃO DE JESUS
    • – PERSEGUIÇÃO AOS APÓSTOLOS
    • – CIDADES IMPENITENTES

    A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo

    NINGUÉM É PROFETA EM SUA TERRA

    1. E tendo vindo à sua terra, ele os instruía nas sinagogas, de sorte que, tomados de espanto, eles diziam: “Donde lhe vieram essa sabedoria e esses milagres? Este não é o filho daquele carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não estão todas entre nós? Donde então lhe vêm todas essas coisas?” E assim faziam dele objeto de escândalo. Mas Jesus lhes disse: “Um profeta só não é honrado em sua terra e na sua casa”. E ele não fez muitos milagres lá devido à descrença deles. (Mateus, 13:54-58.)

    2. Jesus ali enunciou uma verdade que se tornou provérbio, que é de todos os tempos e à qual poderíamos dar maior amplitude dizendo que ninguém é profeta em vida.
    Na linguagem atual, essa máxima se aplica ao crédito de que alguém goza entre os seus conhecidos e entre aqueles com quem vive da confiança que lhes inspira pela superioridade do saber e da inteligência. Se essa máxima tem exceções, são raras, e em nenhum caso são exceções absolutas; o princípio dessa verdade está numa consequência natural da fraqueza humana e pode ser explicado desse modo:
    O hábito de se verem desde a infância, em todas as circunstâncias comuns da vida, estabelece entre os homens uma espécie de igualdade material que faz com que muitas vezes nos recusemos a reconhecer uma superioridade moral naquele de quem foram companheiros ou convivas, que veio do mesmo meio que eles e de quem vimos as primeiras fraquezas; o orgulho sofre com a ascendência que é obrigado a reconhecer. Qualquer um que se eleve acima do nível comum está sempre em luta com o ciúme e a inveja; aqueles que se sentem incapazes de chegar à altura dele esforçam-se para rebaixá-lo pela difamação, da maledicência e da calúnia; tanto mais forte eles gritam quanto menores se veem, crendo que engrandecem a si e ofuscam o outro pelo barulho que fazem. Assim tem sido e assim será a História da humanidade, enquanto os homens não tiverem compreendido a sua natureza espiritual e não tiverem alargado seu horizonte moral; também esse preconceito é próprio dos Espíritos estreitos e vulgares, que relacionam tudo com a sua personalidade.
    De outro lado, geralmente se faz dos homens que se conhece apenas pelo seu espírito um ideal que cresce com o distanciamento dos tempos e dos lugares. Eles são quase despojados da humanidade; parece que eles não devem nem falar, nem sentir como todo mundo; que a sua linguagem e os seus pensamentos devam estar constantemente no patamar da sublimidade, sem pensarem que o espírito não poderia permanecer constantemente em estado de tensão e de perpétua superexcitação. No cotidiano da vida privada, vemos mais o homem material, que em nada se distingue do comum. O homem corporal, que impressiona os sentidos, quase ofusca o homem espiritual, que só impressiona o Espírito; de longe, vemos apenas os clarões do gênio; de perto, vemos o restante do Espírito.
    Após a morte, não existindo mais a comparação, resta unicamente o homem espiritual e tanto maior ele parece quanto mais longínqua é a lembrança do homem corporal. É por isso que aqueles que marcaram sua passagem na Terra com obras de um real valor são mais apreciados depois de sua morte do que quando estavam vivos. Eles são julgados com mais imparcialidade porque, já tendo desaparecido os seus invejosos e ciumentos, os antagonismos pessoais já não existem mais. A posteridade é um juiz desinteressado que aprecia a obra de espírito, que a aceita sem entusiasmo cego se for uma boa obra, e a rejeita sem rancor se ela for má, abstração feita da individualidade que a produziu.
    Muito menos Jesus podia escapar das consequências desse princípio inerente à natureza humana, porque viveu num ambiente pouco esclarecido e entre pessoas votadas inteiramente à vida material. Seus compatriotas não viam nele mais do que o filho do carpinteiro, o irmão de homens tão ignorantes quanto eles, e assim se perguntavam o que poderia torná-lo superior a eles e lhe dava o direito de censurá-los; assim, vendo que a sua palavra tinha menos crédito sobre os seus próximos — que o desprezavam — do que sobre os estranhos, ele preferiu ir pregar entre os que o escutavam e no meio daqueles em quem ele encontrava simpatia.
    Podemos fazer uma ideia de quais sentimentos seus conterrâneos estavam animados em relação a ele pelo fato de que seus próprios irmãos, acompanhados de sua mãe, vieram a uma reunião em que ele estava, para buscá-lo, dizendo que ele havia perdido o juízo. (Marcos, 3:20-21 e 31 a 35 – O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV.)
    Desta maneira, de um lado, os sacerdotes e os fariseus acusavam Jesus de agir através do demônio; de outro, ele era tachado de louco pelos seus parentes mais próximos. Não é o que ocorre em nossos dias com relação aos Espíritas? E estes deverão se queixar de não serem mais bem tratados pelos seus concidadãos do que foi Jesus? O que não tinha nada de surpreendente há dois mil anos, no meio de um povo ignorante, é mais estranho em pleno século dezenove, entre as nações civilizadas.

    MORTE E PAIXÃO DE JESUS

    3. (Após a cura do lunático) Todos ficaram admirados do grande poder de Deus. E enquanto todos estavam tomados de admiração do que Jesus fazia, ele disse a seus discípulos: “Guardem bem no coração de vocês o que vou lhes dizer: O Filho do homem deve ser entregue às mãos dos homens”. Mas eles não entendiam essa linguagem; para eles, ela era de tal modo oculta que nada compreendiam daquilo e temiam até interrogá-lo a respeito. (Lucas, 9:44-45.)

    4. A partir de então, Jesus começou a revelar a seus discípulos que era preciso que ele fosse a Jerusalém; que ali ele sofreria muito da parte dos senadores, dos escribas e dos príncipes dos sacerdotes; que seria levado à morte e que ressuscitaria no terceiro dia. (Mateus, 16:21.)

    5. Quando eles estavam na Galileia, Jesus lhes disse: “O Filho do homem deve ser entregue nas mãos dos homens; e estes lhe levarão à morte, e ele ressuscitará no terceiro dia.”: o que os afligiu extremamente. (Mateus, 17:21-22.)

    6. Ora, Jesus indo a Jerusalém, chamou seus doze discípulos em particular e disse a eles: “Nós iremos a Jerusalém e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, que o condenarão à morte; e o entregarão aos gentios¹⁹⁶, a fim de que o tratem com zombarias, o açoitem e crucifiquem; e ele ressuscitará no terceiro dia.” (Mateus, 20:17 a 19.)

    7. Em seguida, chamando em particular os doze apóstolos, Jesus lhes disse: “Eis que nós vamos a Jerusalém e irá se cumprir tudo o que foi escrito pelos profetas acerca do Filho do homem; porque ele será entregue aos gentios, zombarão dele e o açoitarão, escarrando no seu rosto. E depois que o tiverem açoitado, eles o matarão e ele ressuscitará no terceiro dia.”
    Mas, eles nada compreenderam de tudo aquilo; aquela linguagem lhes era oculta e não entendiam o que ele lhes dizia. (Lucas, 18:31 a 34.)

    8. Ora, tendo concluído todos esses discursos, Jesus disse a seus discípulos: “Vocês sabem que a Páscoa se fará daqui a dois dias e que o Filho do homem será entregue para ser crucificado.”
    Ao mesmo tempo, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram na corte do sumo-sacerdote, chamado Caifás, e se puseram a debater para procurar um meio de se apoderarem habilmente de Jesus e de levá-lo à morte. E eles diziam: “É preciso que não seja durante a festa, para que não se levante qualquer tumulto no meio do povo.” (Mateus, 26:1 a 5.)

    9. No mesmo dia, alguns fariseus vieram lhe dizer: “Vá embora, saia deste lugar, pois Herodes quer te matar.” Ele lhe respondeu: “Vá dizer a essa raposa: Ainda tenho que expulsar os demônios e restituir a saúde aos doentes hoje e amanhã; no terceiro dia, serei consumado pela minha morte.” (Lucas, 13:31-32.)

    PERSEGUIÇÃO AOS APÓSTOLOS

    10. “Tenham cuidado com os homens, pois eles lhes farão comparecer nas suas assembleias, e lhes farão serem açoitados nas sinagogas deles; e por minha causa vocês serão levados aos governadores e aos reis, para lhes servir de testemunhas, bem como às nações.” (Mateus, 10:17 e 18.)

    11. “Eles lhes expulsarão das sinagogas; e virá o tempo em que aquele que lhes levar à morte julgará fazer uma coisa agradável a Deus. Tratarão vocês desse modo porque eles não conhecem nem a meu Pai nem a mim. Ora, digo-lhes estas coisas a fim de que, quando tiver chegado o tempo, lembrem-se de que eu lhes disse isso.” (João, 16:1 a 4.)

    12. “Vocês serão traídos e entregues aos magistrados pelos seus pais e suas mães, por seus irmãos, por seus parentes e amigos, e levarão muitos de vocês à morte. E vocês serão odiados por todo mundo por causa de meu nome. Entretanto, não se perderá um só cabelo de sua cabeça. Pela vossa paciência é que possuirão suas almas.” (Lucas, 21:16 a 19.)

    13. (Martírio de são Pedro) “Na verdade, na verdade eu digo a vocês que, quando eram mais jovens, vocês vestiam a si mesmos e iam para onde queriam; mas quando forem velhos, estenderão as mãos e outro os vestirá e os conduzirá para onde não quererão ir.” Ora, ele dizia isso para assinalar por qual morte Pedro haveria de glorificar a Deus. (João, 21:18-19.)

    CIDADES IMPENITENTES

    14. Então ele começou a censurar as cidades onde havia feito muitos milagres, por eles não terem feito penitência:
    “Ai de ti, Corozaim, ai de ti Betsaida, porque, se os milagres que foram feitos no meio de vocês tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, há muito tempo elas teriam feito penitência com saco e cinzas. Eis por que declaro a vocês que no dia do julgamento Tiro e Sídon serão tratadas menos rigorosamente do que vocês.
    “E tu, Cafarnaum, sempre ficará elevada até o céu? Será abaixada até o fundo do inferno, porque se os milagres que foram feitos no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, esta talvez ainda teria sobrevivido até hoje. Eis por que te declaro que no dia do julgamento o país de Sodoma será tratado menos rigorosamente do que tu.” (Mateus, 11:20 a 24.)


    Notas de Rodapé

    ¹⁹⁶ Gentio: para os hebreus, aquele que não é da sua religião judaica nem do seu povo, estrangeiro, estranho. Neste caso, refere-se ao fato de os doutores da lei submeterem Jesus ao julgamento perante Pilatos, numa corte romana. — N. T.

    AnteriorAnteriorCAPÍTULO XVI – Teoria da presciência
    PróximoCAPÍTULO XVII – Predições do Evangelho [parte 2]Próximo

    Compartilhar

    Inscreva seu email:

    Livros

    LIVRO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

    LIVRO A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO

    Sou Espirito
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    • Inicio
    • Livros
    • Estudos
    • Reflexões
    • Vídeos
    "Reflexões para iluminar a caminhada e fortalecer a fé na imortalidade da alma." Sou Espírito © 2025 - Todos os direitos reservados.

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

    Sign In or Register

    Área Restrita

    Faça login para acessar conteúdos restritos

    Esqueceu a senha?