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    CAPÍTULO XV – Os Milagres do Evangelho [parte 4]

    • – MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES
    • – TENTAÇÃO DE JESUS

    A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo

    MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

    48. A multiplicação dos pães é um dos milagres que mais têm intrigado os comentadores, ao mesmo tempo em que tem despertado o ânimo dos descrentes. Sem se darem ao trabalho de lhe examinar o sentido alegórico, estes últimos não têm visto nisso mais do que um conto pueril; mas a maioria das pessoas sérias tem visto na narrativa desse fato — embora sob uma forma diferente da maneira comum — uma parábola comparando o alimento espiritual da alma ao alimento do corpo.
    No entanto, podemos ver nela mais do que uma alegoria e, de certo ponto de vista, admitir a realidade de um fato patente, sem para isso recorrer ao prodígio. Sabemos que uma grande preocupação do espírito, estando a atenção presa a uma coisa, faz esquecer a fome. Ora, os que acompanhavam Jesus eram pessoas ávidas por ouvi-lo; pois, nada há de espantar que, fascinadas pela sua palavra e talvez também pela poderosa ação magnética que ele exercia sobre aqueles, as pessoas não tenham experimentado a necessidade material de comer.
    Jesus, que previu esse resultado, então pôde tranquilizar seus discípulos dizendo a eles, na linguagem figurada que lhe era habitual, admitido que realmente tivessem trazido alguns pães, que estes pães bastariam para saciar a multidão. Ao mesmo tempo, ele dava aos referidos discípulos uma lição, dizendo-lhes: “Deem vocês mesmos de comer a eles”; ensinava-lhes assim que também eles poderiam alimentar por meio da palavra.
    Sendo assim, ao lado do sentido alegórico moral, pôde-se produzir um efeito fisiológico natural e bem conhecido. O prodígio nesse caso está na superioridade da palavra de Jesus, poderosa o bastante para cativar a atenção de uma multidão imensa ao ponto de fazê-la esquecer-se de comer. Esse poder moral comprova a superioridade de Jesus, muito mais do que o fato puramente material da multiplicação dos pães, que deve ser considerada como alegoria.
    Esta explicação, aliás, é confirmada pelo próprio Jesus nas duas passagens seguintes.

    O fermento dos fariseus

    49. Ora, seus discípulos tinham passado para o outro lado do mar, tendo se esquecido de levar pães. Jesus lhes diz: “Tenham o cuidado de se guardarem do fermento dos fariseus e dos saduceus!” Mas eles pensavam e diziam entre si: “É porque nós não trouxemos pães”.
    Pelo que Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse a eles: “Homens de pouca fé, por que estão conversando entre si a respeito de não terem trazido pães? Ainda não compreendem e não se lembram de que cinco pães foram suficientes para cinco mil homens, e quantos lhes sobraram na cesta? Como não compreendem que não é do pão de que eu lhes falava, quando lhes disse para se guardarem do fermento dos fariseus e saduceus?”
    Eles então compreenderam que Jesus não havia dito para se guardarem do fermento que se põe no pão, mas sim da doutrina dos fariseus e dos saduceus. (Mateus, 16:5 a 12.)

    O pão do céu

    50. No dia seguinte, o povo, que havia permanecido do outro lado do mar, notou que não havia chegado lá outra barca e que Jesus não havia entrado nela com seus discípulos, mas que somente os discípulos haviam partido; e como depois haviam chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde o Senhor, após render graças, os havia alimentado com cinco pães; e que eles souberam finalmente que Jesus não estava lá, nem tampouco seus discípulos, entraram naquelas barcas e foram para Cafarnaum à procura de Jesus. E, tendo-o encontrado além do mar, disseram-lhe: “Mestre, quando chegaste aqui?”
    Jesus lhes respondeu: “Na verdade, na verdade eu lhes digo que me procuram, não por causa dos milagres que viram, mas por eu lhes ter dado pão de comer e ficaram saciados. Trabalhem por ter, não o alimento que perece, mas aquele que dura para a vida eterna e que o Filho do homem lhes dará, porque foi nele que Deus, o Pai, imprimiu seu selo e seu caráter.”
    Eles lhe indagaram: “Que faremos para produzir as obras de Deus?” Respondeu-lhes Jesus: “A obra de Deus é que vocês creiam naquele que ele enviou.”
    Questionaram-lhe então: “Que milagre então fará a fim de que nós, vendo-o, acreditemos em ti? Que fará de extraordinário? Nossos pais comeram o maná¹⁸⁸ no deserto, conforme está escrito: ‘Ele lhes deu de comer o pão do céu’.”
    Jesus lhes respondeu: “Na verdade, digo a vocês que Moisés não lhes deu o pão vindo do céu; mas é meu Pai quem dá o verdadeiro pão do céu, porque o pão de Deus é aquele que desceu do céu e que dá vida ao mundo.”
    Então eles disseram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão!”
    Jesus lhes respondeu: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome e aquele que crê em mim não terá mais sede! Mas, eu já lhes disse: vocês me têm visto e não creem.
    Na verdade, na verdade eu digo a vocês: aquele que crê em mim tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Seus pais comeram o maná do deserto, e eles estão mortos. Mas aqui está o pão que desceu do céu, a fim de que aquele que comer deste pão não morra.” (João, 6:22 a 36 e 47 a 50.)

    51. Na primeira passagem, lembrando o efeito produzido anteriormente, Jesus claramente dá a entender que não se tratava de pães materiais; de outro modo, a comparação que ele estabelecera com o fermento dos fariseus ficaria sem sentido: “Ainda não compreendem — diz ele — e não se recordam de que cinco pães foram o suficiente para cinco mil pessoas e que sete pães foram o bastante para quatro mil pessoas? Como não compreenderam que não era de pão que eu lhes falava, quando dizia para se guardarem do fermento dos fariseus?” Essa comparação não teria nenhuma razão de ser na hipótese de uma multiplicação material. O fato em si mesmo foi bastante extraordinário para ter impressionado a imaginação dos discípulos que, entretanto, pareciam não mais lembrar-se dele.
    É isso o que ressalta não menos claramente do discurso de Jesus sobre o pão do céu, no qual ele se empenha em fazer que se compreendesse o verdadeiro sentido do alimento espiritual. Diz ele: “Trabalhem, não para conseguir o alimento que perece, mas aquele que se conserva para a vida eterna e que o Filho do homem lhes dará”. Esse alimento é a sua palavra, que é o pão descido do céu e dá vida ao mundo. Ele declara: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome e aquele que crê em mim nunca terá sede”.
    Mas, tais distinções eram por demais sutis para aquelas naturezas rudes, que não compreendiam além das coisas tangíveis. Para eles, o maná que tinha nutrido o corpo de seus antepassados era o verdadeiro pão do céu; lá estava o milagre. Portanto, se o fato da multiplicação dos pães tivesse ocorrido materialmente, como aqueles mesmos homens — a benefício dos quais essa multiplicação acontecera poucos dias antes — poderiam ter sido tão pouco impressionados por ela para dizer a Jesus: “Que milagre então fará a fim de que nós, vendo-o, acreditemos em ti? O que fará de extraordinário?” É que eles entendiam por milagres os prodígios que os fariseus pediam, quer dizer, sinais no céu operados por comandos, como pela varinha de um mágico. Ora, o que Jesus fazia era bem simples e não se afastava das leis da natureza; nem as curas tinham um caráter muito singular, nem muito extraordinário; os milagres espirituais não tinham muito substância para eles.

    TENTAÇÃO DE JESUS

    52. Jesus, transportado pelo diabo ao topo do Templo, depois ao cume de uma montanha, e tentado por ele, é uma daquelas parábolas que lhe eram familiares e que a crença pública transformou em fatos materiais.¹⁸⁹

    53. “Jesus não foi levado, mas quis fazer que os homens compreendessem que a humanidade está sujeita a falir e que ela deve estar sempre em guarda contra as más inspirações às quais sua natureza fraca é tentada a ceder. Portanto, a tentação de Jesus é uma simbologia e seria preciso ser cego para tomá-la ao pé da letra. Como se pretende que o Messias — o Verbo de Deus encarnado — tenha sido submetido às sugestões do demônio por algum tempo, por muito curto que fosse, e que, como diz o Evangelho de Lucas, o demônio o tivesse deixado por algum tempo, o que daria a supor que ele ainda continue submetido ao seu poder? Não; compreendam melhor os ensinamentos que lhes foram dados. O Espírito do mal nada poderia sobre a essência do bem. Ninguém diz ter visto Jesus no cume da montanha nem no topo do Templo; de certo, tal fato teria sido daqueles que se espalha entre todos os povos. Logo, a tentação não foi um ato material e físico. Quanto ao ato moral, vocês podem admitir que o Espírito das trevas pudesse dizer àquele que conhecia sua própria origem e o seu poder: ‘Adore-me e te darei todos os reinos da Terra’? O demônio teria ignorado então aquele a quem fazia tais propostas; o que não é provável; se o conhecia, suas propostas eram uma insensatez, pois ele bem sabia que seria repelido por aquele que viera arruinar o seu império sobre os homens.
    “Compreendam então o sentido dessa parábola, pois é um só, tanto quanto nos casos da parábola do Filho pródigo e do Bom Samaritano. Esse sentido nos mostra os perigos que os homens correm se não resistirem àquela voz íntima que lhes clama sem cessar: ‘Você pode ser mais do que é; pode possuir mais do que possui; pode se engrandecer, adquirir muito; ceda à voz da ambição e todos os teus desejos serão satisfeitos”. Mostra-nos o perigo e o meio de evitá-lo, dizendo às más inspirações: Retira-te, Satanás! — ou, de outra forma: Vá embora, tentação!
    “As duas outras parábolas de que me lembrei mostram o que ainda pode esperar aquele que, muito fraco para expulsar o demônio, tenha cedido às suas tentações. Mostram a misericórdia do pai de família estendendo a sua mão sobre a fronte do filho arrependido e, com amor, concedendo-lhe o perdão implorado. Mostram o culpado, o cismático, o homem repelido por seus irmãos, valendo mais aos olhos do Juiz supremo do que os que o desprezam, por ele praticar as virtudes ensinadas pela lei de amor.
    “Pesem bem os ensinamentos dados nos Evangelhos; saibam distinguir o que está em sentido próprio ou em sentido figurado, e os erros que lhes tem cegado durante séculos se apagarão pouco a pouco para dar lugar à brilhante luz da Verdade.” (Bordeaux, 1862. João, Evangelista.)


    Notas de Rodapé

    ¹⁸⁸ Maná: o livro bíblico Êxodo descreve o maná como sendo um alimento que caiu milagrosamente do céu, pela graça de Deus, para alimentar o povo israelita que, liderado por Moisés, atravessava o deserto em direção à terra prometida, depois da fuga do Egito. — N. T.

    ¹⁸⁹ A explicação seguinte é textualmente tirada de um ensino dado por um Espírito para essa questão.

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