Close Menu

    Inscreva-se

    Receba atualizações sobre as últimas postagens.

    Você pode gostar:

    Estudo: O Capítulo 6 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – O Cristo Consolador

    23 de maio de 2026

    Estudo: O Capítulo 5 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – Bem-Aventurados os Aflitos

    20 de maio de 2026

    A Magia Transformadora da Caridade: Um Elo Entre o Sentir Físico e o Despertar Espiritual – Fazer o bem, faz bem

    20 de maio de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Sou EspiritoSou Espirito
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Login
    • Início
    • Livros
      • O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
      • A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO
    • Estudos
    • Reflexões
    • Vídeos
    Sou EspiritoSou Espirito
    Início»Livros»CAPÍTULO XVIII – Os tempos chegaram [parte 2]
    AnteriorCAPÍTULO XVIII – Os tempos chegaram [parte 1]
    PróximoLISTA DE LIVROS:

    CAPÍTULO XVIII – Os tempos chegaram [parte 2]

    A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo

    A NOVA GERAÇÃO

    27. Para que os homens sejam felizes na Terra, é preciso que ela seja povoada somente por bons Espíritos — encarnados e desencarnados — que só queiram o bem. Tendo chegado esse tempo, uma grande emigração se realiza nesse momento entre aqueles que a habitam; os que praticam o mal pelo mal, e a quem o sentimento do bem não toca, já não sendo mais dignos da terra transformada, estes serão excluídos dela, porque novamente eles trariam perturbação e confusão a ela e seriam um obstáculo ao progresso. Eles irão expiar o seu endurecimento — uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, que seriam equivalentes a mundos inferiores, para onde eles levarão os conhecimentos adquiridos e que eles teriam por missão fazê-los avançar. Eles serão substituídos por Espíritos melhores que farão reinarem eles a justiça, a paz e a fraternidade.
    No dizer dos Espíritos, a Terra não deverá ser transformada por um cataclismo que aniquile subitamente uma geração. A atual geração desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja nenhuma mudança na ordem natural das coisas.
    Tudo se passará então exteriormente como de costume, com a única diferença — mas uma diferença capital — que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra não mais encarnará nela. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, quem nela irá encarnar será um Espírito mais evoluído e propenso ao bem.
    Não se trata, portanto, de uma nova geração corpórea, mas sim de uma nova geração de Espíritos; é nesse sentido, sem dúvidas, que Jesus entendia quando dizia: “Eu lhes digo, em verdade, que essa geração não passará sem que esses fatos sejam cumpridos.” Assim, aqueles que esperam ver a transformação se processar por efeitos sobrenaturais e fantásticos ficarão decepcionados.

    28. A época atual é a de transição; os elementos das duas gerações se misturam. Colocados no ponto intermediário, nós assistimos à despedida de uma e à chegada da outra, e cada qual já se distingue no mundo pelas características que lhes são próprias.
    As duas gerações que se sucedem têm ideias e pontos de vista opostos. Pela natureza das disposições morais, mas sobretudo pelas disposições intuitivas e inatas, é fácil distinguir a qual das duas cada indivíduo pertence.
    A nova geração, encarregada de fundar a era do progresso moral, se distingue por uma inteligência e uma razão geralmente precoces, juntamente com o sentimento inato do bem e de crenças espiritualistas — que é o sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior. Ela não será composta exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas daqueles que, já tendo progredido, estejam dispostos a assimilar todas as ideias progressistas e estejam aptos a ajudar o movimento regenerador.
    Ao contrário, o que distingue os Espíritos atrasados é primeiramente a revolta contra Deus por se negarem a reconhecer qualquer poder superior à humanidade; a propensão instintiva às paixões degradantes, aos sentimentos antifraternais de egoísmo, de orgulho, de inveja, de ciúme, enfim, de apego a tudo o que é material: sensualidade, ambição e avareza.
    São esses os vícios dos quais a Terra deve ser expurgada pelo afastamento daqueles que recusam em se melhorar, porque estes são incompatíveis com o reino da fraternidade, e que os homens de bem sofreriam sempre em contato com eles. Quando a Terra estiver livre deles, os homens caminharão sem entraves para o futuro melhor que está reservado para eles, já neste mundo mesmo, como prêmio pelos seus esforços e pela sua perseverança, esperando que uma depuração ainda mais completa abra para eles o acesso aos mundos superiores.

    29. Por essa emigração de Espíritos, não devemos entender que todos os Espíritos atrasados serão expulsos da Terra e abandonados nos mundos inferiores. Muitos, ao contrário, aqui retornarão, pois vários deles cederam ao arrastamento das circunstâncias e do exemplo; nesses, a casca era pior do que o interior. Uma vez retirados da influência da matéria e dos preconceitos do mundo corporal, a maioria enxergaria as coisas de uma maneira inteiramente diferente daquela como quando estavam vivos, assim como temos numerosos exemplos deles. Para isso, eles são ajudados pelos Espíritos benévolos que se interessam por eles e se apressam em lhes esclarecer e lhes mostrar o falso caminho que eles percorriam. Nós mesmos, pelas nossas preces e exortações, podemos contribuir para o melhoramento deles, uma vez que há perpétua solidariedade entre os mortos e os vivos.
    A maneira como se opera a transformação é bastante simples, e como se vê, ela é toda de ordem moral e não se afasta em nada das leis da Natureza.

    30. Que os Espíritos da nova geração sejam novos Espíritos melhores ou Espíritos antigos melhorados, o resultado é o mesmo; desde o instante em que eles trazem disposições melhores, há sempre uma renovação. Assim, os Espíritos encarnados formam duas categorias, segundo suas disposições naturais: de um lado, os atrasados que partem; de outro, os Espíritos progressivos que chegam. O estado dos costumes e da sociedade estará então no meio de um povo, de uma raça, ou do mundo inteiro, na proporção de qual das duas categorias que tiver a preponderância.

    31. Uma comparação simples fará compreendermos ainda melhor o que se passa nessa circunstância. Imaginemos um regimento composto na sua grande maioria de homens turbulentos e indisciplinados; estes aqui causam constantes distúrbios, que a severidade da lei penal muitas vezes tem dificuldade de reprimir. Esses homens são os mais fortes, porque são os mais numerosos; eles se apoiam, encorajam-se e se estimulam pelo exemplo. Os poucos que são bons não têm nenhuma influência; seus conselhos são desprezados; eles são ridicularizados, maltratados pelos outros e sofrem com esse convívio. Isso não é uma imagem da sociedade atual?
    Suponhamos que aqueles homens sejam retirados do regimento um por um, de dez em dez, de cem em cem, e que sejam substituídos gradativamente por um número igual de bons soldados, até mesmo por aqueles que tenham sido expulsos, mas que realmente se corrigiram: ao fim de algum tempo, teremos o mesmo regimento, só que transformado; a boa ordem ali terá sucedido à desordem. Assim será com a humanidade regenerada.

    32. As grandes partidas coletivas não têm por único objetivo efetivar as saídas, mas o objetivo de transformar mais rapidamente o caráter do povo, livrando-o das más influências, e de dar maior peso às ideias novas.
    Por estarem muitos maduros para essa transformação — apesar de suas imperfeições — é que muitos partem, a fim de se fortalecerem em uma fonte mais pura. Enquanto permanecessem no mesmo ambiente e sob as mesmas influências, eles persistiriam nas suas opiniões e nas suas maneiras de ver as coisas. Uma estadia no mundo dos Espíritos bastará para abrir os seus olhos, porque eles enxergam ali o que não podiam ver na Terra. Então o incrédulo, o fanático e o absolutista poderão voltar com ideias inatas de fé, tolerância e liberdade. Ao regressarem, eles encontrarão as coisas modificadas e experimentarão a influência do novo meio onde tiverem nascido. Em vez de fazer oposição às ideias novas, serão seus colaboradores.

    33. A regeneração da humanidade, portanto, absolutamente não tem a necessidade de renovação integral dos Espíritos: basta só uma modificação em suas disposições morais; essa modificação se realiza em todos aqueles que estejam predispostos a ela, desde que sejam subtraídos da influência perniciosa do mundo. Aqueles que retornarem são serão necessariamente outros Espíritos, mas frequentemente os mesmos Espíritos — pensando e sentindo de outra maneira.
    Quando esse melhoramento é isolado e individual, ele passa despercebido e sem nenhuma influência ostensiva sobre o mundo. O efeito é todo diferente quando ele ocorre simultaneamente em grandes populações, porque então, conforme as proporções, em uma geração as ideias de um povo ou de uma raça podem ser profundamente modificadas.
    É isso o que quase sempre se observa depois dos grandes choques que dizimam as populações. Os flagelos destruidores só acabam com o corpo, e não atingem o Espírito; realizam o movimento de ida e vinda entre o mundo corporal e o mundo espiritual e, por conseguinte, o movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É perceptível que em todas as épocas da História as grandes crises sociais foram sucedidas por uma era de progresso.

    34. É um desses movimentos generalizados que se realizam neste momento e que deve trazer a remodelação da humanidade. A multiplicidade das causas de destruição é um sinal característico dos tempos, pois elas devem acelerar a eclosão das novas sementes. São as folhas de outono que caem e às quais sucederão folhas novas e cheias de vida, pois a humanidade tem as suas estações, como os indivíduos têm as suas fases etárias. As folhas mortas da humanidade caem batidas pelas rajadas e pelos golpes de vento, porém, para renascerem mais vivas sob o mesmo sopro de vida — que não se extingue, mas se purifica.

    35. Para o materialista, os flagelos destruidores são calamidades sem compensações, sem resultados úteis, pois, na opinião deles, esses flagelos aniquilam os seres para sempre. Todavia, para aquele que sabe que a morte não destrói mais do que o envoltório, tais flagelos não têm as mesmas consequências e não lhe causam o mínimo pavor; ele compreende o seu propósito e também sabe que os homens não perdem mais por morrerem juntos do que por morrerem isolados, já que, de uma forma ou de outra, isso sempre tem que acontecer.
    Os incrédulos vão rir dessas coisas e as qualificarão como quimeras; mas, digam o que disserem, não escaparão da lei comum; assim como os demais, eles cairão na sua hora, e então, o que lhes acontecerá? Eles dizem: Nada! No entanto, eles viverão mesmo a contragosto, e um dia serão forçados a abrir os olhos.

    FIM

    AnteriorAnteriorCAPÍTULO XVIII – Os tempos chegaram [parte 1]
    PróximoLISTA DE LIVROS:Próximo

    Compartilhar

    Inscreva seu email:

    Livros

    LIVRO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

    LIVRO A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO

    Sou Espirito
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    • Inicio
    • Livros
    • Vídeos
    • Politica de Privacidade
    "Reflexões para iluminar a caminhada e fortalecer a fé na imortalidade da alma." Sou Espírito © 2025 - Todos os direitos reservados.

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

    Sign In or Register

    Área Restrita

    Faça login para acessar conteúdos restritos

    Esqueceu a senha?